Quinta, 14 de outubro de 2010, 03h03
Pisa


Pisa, foi uma surpresa. A cidade é linda e o conjunto na qual está inserida a torre, Batisterio e Catedral, é magnifico.

Torre de Pisa

Atendendo a pedidos...

Tortos "pero no mucho"


Idéia do Lorenzo...

Lorenzo sofreu um ataque, de um "chapolin", pra nós um gafanhoto. Esse contato diário com hos hermanos e los mexicanos tem cambiado muchas de nuestras expressões, el famoso "portunhol".

Griladíssimo
O fato mais interessante relatamos abaixo..

Encontramos Zillur Rahman, de Bangladesch, vendendo sombrinhas em Pisa. Cansados de ser abordados por camelôs africanos, chineses, coreanos, indianos e outros, assim que vimos que se aproximava, sacamos rapidamente da bolsa a nossa sombrinha, adquirida em Veneza, abrimos e ficamos sob sua sombra. Ele entendeu a brincadeira, se aproximou e parou com cara de quem não quer nada.  Logo, logo nós três, antes com cara de paisagem, que nos comunicávamos com olhares e sorrisos, iniciamos uma conversa. Numa mistura de português, espanhol e inglês rolou um papo, para nós investigativo, pois queríamos saber seu nome, como vivia, se tinha família em Pisa ou Bang, como morava , com quem... E ele, solícito, respondendo nossas indagações e acrescentando informações preciosas. Contou-nos sobre sua vida, a situação econômica de seu país, suas duas filhas que ficaram, a saudade, a religião, o meio ambiente de seus país, quantas sombrinhas vendia por dia, por quanto comprava, seu lucro. E assim foi por quase 30 minutos. Pedimos pra tirar uma foto pra colocar no blog, Lorenzo explicou que é jornalista etc e tal. Ele consentiu orgulhoso.
Finalmente rolou um silêncio. Dizem que nesses momentos há um anjo passando. Estávamos prontos pra nos despedir, sentimos ter chegado o momento. De repente, ele pegou uma de suas sombrinhas e nos ofereceu como presente. Recusamos, pois sabíamos de sua vida sacrificada, mas ele insistiu dizendo que era um presente. Nessa hora rolou emoção, das brabas. Rápido, Lorenzo viu que o nosso ônibus estava saindo, pegamos um sanduíche e lhe demos emocionados. Saímos correndo. O pessoal da excursão estava preocupado com o nosso atraso, a gente estava perto deles e ninguém tinha nos visto. Tentamos explicar o inexplicável. Da janela do ônibus vimos  Zillur Rahman abrindo e dividindo o sanduíche com outros camelôs, talvez de Bangdalesch. O nosso amigo é um homem bom, querendo apenas um dedo de prosa e atenção.
Zillur Rahman, de Bangladesch



Fonte: Tyrannus Melancholicus
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