LITERATURA/LANÇAMENTOS

"Embaúba" e "Haluares", nesta 3ª



ivens miolo

 

A primavera chega trazendo cores e flores, e esta, em particular, traz em forma de livros o resultado de uma grande parceria entre o poeta Ivens Cuiabano Scaff, a artista visual Ruth Albernaz e a Entrelinhas Editora. No dia 21 de setembro, a partir das 19 horas, a editora estará lançando os livros “Embaúba: a história de uma árvore”, infantojuvenil e “Haluares: 101 haikais & outros versos luares”, no Sesc Arsenal. Se não houver chuva, o lançamento será realizado ao ar livre – e respeitando todos os protocolos de distanciamento, uso de álcool 70 e máscara.

Mas, para os que não puderem ir em razão da pandemia, os autores sugerem aos seus leitores que adquiram os livros na loja virtual da editora (https://www.entrelinhaseditora.com.br/). No cadastro para a compra há um campo de observações onde o leitor pode solicitar o autógrafo de Ivens e Ruth para sí ou para outra pessoa a quem pretenda presentear. Assim, os livros chegarão no seu endereço, pelos Correios.

Os leitores de Ivens vão se surpreender com este lançamento duplo, com dois dos seus vários livros escritos durante a pandemia. Embora tenha enfrentado a Covid com dificuldade, em poucos momentos dessa travessia deixou o seu permanente processo de criação literária, sempre entremeado pela leitura. A artista visual Ruth Albernaz inaugura a sua parceria com Ivens, tendo se dedicado dias e noites sem fim, e ilustra as duas obras com técnicas: acrílica sobre tela para o livro infantojuvenil e bico de pena para o livro de poemas.

Ivens ocupa os seus dias atendendo pessoas como médico, dando aulas, andando pelos matos, tomando banho de rio e lendo todo tipo de livros, histórias para crianças, histórias para adultos, romances e poesia, muita poesia, muita poesia. De tanto ler passou a escrever livros para crianças. Inventou a história de um filhote que as crianças encontraram em uma queimada que ninguém sabia que bicho era e por isso chamaram de Quase Frito. Criou uma menina perguntadeira que encontrou um monstro do rio chamado Minhocão. Ficou conhecendo um papagaio que só falava palavrão. Recontou a história de um menino que tira uma espada encantada encravada em uma pedra. Foi procurar saber quando começou a amizade entre os homens e os cachorros e pesquisou por cinco anos livros de história para escrever a viagem de um menino pelos rios, os caminhos que andam em busca de uma lagoa de onde nasciam os rios Amazonas, Araguaia e Paraguai. Também andou escrevendo alguma poesia que está nos livros Mil mangueiras, Kyvaverá e Asas de Ícaro, além de participação em antologias como A nova poesia de Mato Grosso e Fragmentos da alma mato-grossense. Esta história de uma árvore nasceu de uma das fabulosas conversas que costumava ter com o seu irmão mais velho, Ivo.

Sobre Embaúba e seus autores

Na quarta capa do livro, uma pergunta-desafio: “Como será a história dessa árvore? ‘Ela nunca sai do lugar. Não fica alegre, nem triste. Não gosta de ninguém...’ Você pode estar enganado! E só tem um jeito de saber. Acompanhe Ivens e Ruth. Eles nos revelam, com poesia e arte, alguns mistérios da criação...”

E Ivens se derrama para falar de sua parceira em Embaúba: “Penso que Ruth não é uma fada. Pelo que sei, as fadas têm a memória muito fraca. Melhor dizendo, não têm memória nenhuma de tão ocupadas estão em viver o momento presente. Por isso essa minha desconfiança de que Ruth, apesar de ser tão linda como a fada Sininho ou a fada Cinty Lanti, é mais parecida com a Emília que mora no Sítio do Picapau Amarelo ou com a menina Ade, amiga do velho Amis. Sabida como elas, Ruth estudou Biologia, é doutora em biodiversidade e conhece árvores, aves e o nosso cerrado como ninguém.

Ruth é também uma inquieta e premiada artista, com exposições por todo o país, ilustrações de livros, intenso ativismo cultural e em favor do meio ambiente. Também coordenou uma residência artística na Universidade Federal de Mato Grosso. A cientista vê o mundo com arte e a artista usa a ciência cumprindo a função de mostrar uma nova maneira de olhar para todas as coisas do mundo. Suas ilustrações têm a beleza dos entes da natureza e a leveza das fadas.”

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Sobre Haluares e seus autores

Ivens passou a sua infância no bairro do Porto, em Cuiabá, com noites estreladas e enluaradas embalando as conversas das famílias em cadeiras de balanço nas calçadas. Estes "Haluares" foram escritos sem pressa, a cada vez que ele levantava a cabeça e a Lua estava lá. Quando caminhava observando a sua sombra suave. Quando se lembrava da sua presença no saber popular. Ou mesmo quando de novo se espantava com a presença dessa misteriosa pedra no ar. Sua lua preferida é a lua cheia, embora se encha sempre da mais firme esperança a cada lua nova.

Durante sua infância, a artista visual Ruth Albernaz viveu em uma fazenda, na localidade de Pedra Grande, em Chapada dos Guimarães. Não havia luz elétrica que turvasse o céu noturno com suas milhares de estrelas, a via láctea, as constelações e, é claro, a Lua nas suas fases. Ruth tinha maior afinidade com as luas nova e crescente. A vida se pautava no calendário lunar. Para retirar as madeiras, para escolher em que lua se plantavam espécies que crescem para dentro do solo ou para cima. Seu filho Félix era esperado na passagem para a lua cheia, como de fato aconteceu. Ruth cria as ilustrações deste livro com poucos traços a bico de pena, em uma proposta minimalista, estabelecendo um diálogo sutil com a aparente simplicidade dos haikais. Como a Lua.

A poeta Lucinda Persona é quem apresenta Haluares: “É dito por Bachelard que 'a primeira tarefa do poeta é libertar em nós uma matéria que quer sonhar'. E isto ocorre de imediato quando lemos a sucessão dos esplêndidos haikais 'e outros versos luares' deste livro substancial e tão irradiante quanto a lua em plenitude, juntando-se a esse fervor lunar a fantasia, a elegância, a concisão e a síntese das imagens de Ruth Albernaz, triunfante na realização do binômio arte-beleza.”

“Pelo pouco que apresentamos dos livros e seus autores, já deu para perceber que o leitor e apreciador da poesia, da palavra e da beleza não podem ficar sem o seu exemplar de Embaúba e de Haluares...”, assegura a editora Maria Teresa Carrión Carracedo, que acrescenta: “estamos sempre a publicar livros para que sejam oferecidos como flores que nunca secam nem perdem o seu perfume e estão sempre a alimentar/despertar/intrigar e a perturbar nossas almas”.

Sobre os autores

Ivens Cuiabano Scaff – É poeta, médico e escritor de livros infantojuvenis. Publicou, entre outros, pela Entrelinhas Editora: "Uma maneira simples de voar" (2006, infantojuvenil ilustrado por Marcelo Velasco); "O menino órfão e o menino rei" (2008, infantojuvenil com Carlão dos Bonecos, fotoilustrações de Helton Bastos e cenários de Marcelo Velasco); "Kyvaverá" (2011, de poesia, ilustrado por Jonas Barros); "A mamãe das cavernas e a mamãe loba" (2012, infantojuvenil ilustrado por Marcelo Velasco); "Asas de Ícaro: versos de enamoramento e seus antônimos" (2015, de poesia, ilustrado por Adir Sodré).

Ruth Albernaz – é artista-bióloga de origem cabocla, pós-doutoranda em Ensino na Amazônia e doutora em Biodiversidade e Biotecnologia. Autodidata em arte, com pesquisa e produção artística voltadas para as conexões entre ser humano/natureza. Ruth ilustrou "Vovô Clovis: o espalhador de livros" (2021, da autora Anna Maria Ribeiro Costa, pela Entrelinhas). (*com assessoria)

 

SERVIÇO

O QUE: lançamento dos livros "Embaúba: a história de uma árvore" e "Haluares: 101 haikais & outros versos luares", de Ivens Cuiabano Scaff e Ruth Albernaz, pela Entrelinhas Editora
ONDE: no Sesc Arsenal, em Cuiabá
QUANDO: dia 21 de setembro, terça-feira
VALOR DO INVESTIMENTOS NO LANÇAMENTO:  Embaúba (R$ 40); Haluares (R$ 45)
ONDE ADQUIRIR: https://www.entrelinhaseditora.com.br/

 

 


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