POESIA

Graças Campos

Saudades do Cerrado

 

De saudade morri,
nos campos da monocultura.

A paisagem tomava a fumaça pulverizada, que alimentava o céu
azul com o seu veneno pálido.

Fotografei o medo da terra vermelha e suas trêmulas crateras.

Entorpeceu a lembrança dos campos, forrados de arbustos e pétalas.

Lembrei do voo coletivo e rasante das garças seguindo em bandos
sem rumo e veredas.

Acenavam distante a sempre viva, o ipê, o aricá,
a sibipiruna, a chuva de ouro, o cambará.

Naquele campo árido não se ouve
o lamento cristalino das cachoeiras.

Apenas uma ema divaga na solidão desértica.


*Graças Campos, poeta brasileira






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