POESIA

Rosa Alice Branco

Serenata à chuva*


Chuva, manhã cinza, guarda-chuva. 
Entrar no contexto, dois pontos. Ele e ela 
abraçados caminham sob o teto 
do guarda-chuva que os guarda. 
Pelas ruas vão com a vontade de voltar 
ao branco dos lençóis. Esse objeto prosaico 
que às vezes se vira com o vento 
torna-se objeto de poema. Dizer também 
como a chuva é doce neste dia de verão. 
Como o amor altera o sentido da chuva, 
sim, como ela se eleva no ar e as frases se colam 
ao vestido. No interior da pele o poema mudou 
desde que entraste no guarda-chuva esquecido 
a um canto do armário. Talvez o amor seja tudo amar 
sem exceção. Eu que nunca uso guarda-chuva 
assino incondicionalmente este poema.

 

*Reproduzido de https://poesia-portuguesa.com

 

Rosa Alice Branco, poeta de Portugal


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