TATE MODERN

O que têm a ver pintura e performance?



"Summertime Number 9A", na Tate Modern

Se você não quiser ir, não vá. Mas depois não vá dizer que não recomendamos e que não leu a matéria aqui no Tyrannus. É o seguinte: lá na Tate Modern, bem ali, em Londres, fica em cartaz até abril uma exposição que 'viaja' nas possíveis ligações entre a pintura e a performance.

Que fique transparente, que essa relação investigada obedece o aspecto cronológico a partir da segunda metade do século XX. "A Bigger Splash - Pintura após a Performance" traz duas telas de artistas emblemáticos dessa convergência já na sala de entrada da Mostra: o americano Jackson Pollock (1912-1956) e o britânico David Hockney (autor do trabalho da foto acima), nascido em 1937.

"Summertime Number 9A", de Pollock, está exposta no chão e remete à postura do artista quando pintava. Esse jeito de produzir, segundo a crítica especializada, transformou o espaço/tela que recebe a arte numa espécie de arena e, desta forma, o que a tela recebe não é apenas uma imagem, mas sim um evento. Ahhh, bom... agora sim, começo a etntender melhor.

Já o trabalho de Hockney, de 1967, A Bigger Splash, nomina a exposição e retrata aquilo mesmo que se vê na foto da página inicial do site: a água que se espalha numa piscina após um mergulho. Depois de pronto, o quadro parece fácil e óbvio, mas a produção dos movimentos da água deu trabalho, levando quase vinte dias para o resultado final.

A abstração de Pollock e a meticulosidade de Hockney são gestos fundamentais para se entender e se estender diante do que é inevstigado: pintura/performance. A exposição enfoca, além desses dois, outros movimentos e artistas, cuja produção não se fixou apena no resultado final do processo criativo, mas sim ao andamento e a documentação da gestualidade praticada até a obra completa.

Estão em "A Bigger Splash" a Associação de Arte Gutai, do Japão, onde artistas trabalhavam em palcos ou para câmeras; há espaços individuais para nomes como Marc Camille Chaimowicz, Ei Arakawa e Lucy McKenzie; e Hélio Oiticica e seus parangolés surgem na mostra através do curta metragem "H.O."

O curta "H.O.", de Ivan Cardoso


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