PONTO FINAL

Escritor começou em 1959 e tem 31 livros



Em outubro passado o escritor americano Philip Roth, que faz 80 em março de 2013, anunciou sua aposentadoria das letras a uma revista francesa. Ele começou em 1959 e tem 31 livros publicados. Segue firme com seu propósito e tem sobre seu computador no apartamento onde mora em Nova Iorque um bilhete: “a briga com a escrita acabou”.

Diz Roth que o bilhete tem reforçado sua proposta de abandono das letras. Que a decisão foi tomada em 2010, e que não vai dar uma de Frank Sinatra que prometeu que iria se aposentar e depois voltou. Para não se precipitar, então, o escritor decidiu se aposentar, mas preferiu dar um tempo até concretizar a opção.

Atualmente, sua labuta tem sido o trabalho com um biógrafo que escolheu, Blake Bailey. Outra atividade ‘intelectual’ diz respeito a um iPhone que acabou de adquirir. E explica a razão do aparato tecnológico: "Porque estou livre. Todo dia estudo um capítulo de 'iPhone para Idiotas'. Agora sou um ás. Não leio nada há dois meses. Só brinco com essa coisa."

Sua produção mais recente, já setentão, período em que muitos escritores perdem a excelência ficcional, é bastante elogiada. Mas também são obras mais curtas. Para quem escreve, especialmente ficção, para quem sabe a tortura e a trabalheira que é ‘parir’ um romance, entender a decisão de Roth deve soar mais fácil. "Não tenho mais a resistência física para suportar a frustração. Escrever é frustração - frustração diária, sem falar na humilhação. Não consigo mais encarar dias em que jogo fora as cinco páginas que escrevi. Não posso mais fazer isso", disse ele em recente entrevista ao New York Times.

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