EXPOSIÇÃO VIRTUAL

Mais de 50 obras de Carlos Lopes



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"Bocaiúva", cerâmica de baixa temperatura, de 2002

Carlos Roberto Ferreira Lopes, nascido em Poconé (MT), mas reside em Cuiabá desde a sua infância. Mais conhecido como Carlos Lopes, é um artista com longa folha de serviços prestados às artes visuais de Mato Grosso. Tem mostra dele, online, compartilhada na plataforma Cultura UFMT, aberta recentemente. Pode ser conferida através do link https://culturaufmt.wordpress.com/2020/09/09/exposicao-virtual-carlos-lopes/ .

São mais de 50 obras do artista que começou sua trajetória como frequentador do Ateliê Livre da Fundação Cultural entre 1979 e 1984. O tyrannus replica a seguir uma edição de escritos sobre Lopes, de autoria de ativistas culturais que sempre estiveram e/ou estão envolvidos em articulações e produções que já reportaram o trabalho do fecundo artista, em diferentes períodos da sua carreira. 

O curador de arte Willian Gama, para a exposição “Panorama | 2006 a 2016”, individual de Carlos Lopes em 2016, destaca que o artista vem alcançando uma linguagem universal com sua obra, por mostrar signos desta nossa região livres de contextos específicos, suas invenções se tornam arte acessível pela sutileza e objetividade, sem deixar de expressar todos os elementos da cultura que o moldou. 

"Inquieto pesquisador, vem gerando novas plataformas para suas expressões. Desde 1995 vem desenvolvendo o projeto Cerâmica Tropical com um rico apelo utilitário, trazendo para perto da sua pintura novos espectadores, como se fossem convites que aproximam as pessoas através de pequenas “lajotas” de cerâmica da pintura-turbilhão produzida por ele", prossegue Gama.

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"Caldeirão de Goiaba", óleo sobre tela, obra de 1997

O curador também menciona que, aos poucos, Lopes vem introduzindo uma abstração concreta em seu trabalho, fazendo surgir novas possibilidades identitárias para uma cultura mestiça, genuinamente pantaneira. "Vê-se pontos de uma nova visualidade, simples nas cores e formas que alçam voo para um geometrismo rente aos sinais do tempo e seu significado. A cada exposição, Carlos se apresenta como apontou a crítica de arte Aline Figueiredo “mais atento aos sentidos visuais que a observação figurativa”, assim substituindo a expressão ‘emocional’ por uma noção de pensamento e construção mental, instigando novos olhares explora cada vez mais o subconsciente, firmando pontos concretos e surreais em sua obra", pontua William Gama.

Para a apresentação do projeto “Cerâmica Tropical”, individual do artista Carlo Lopes em 2006 na Pellegrim Galeria de Arte, escreveu a crítica de arte Aline Figueiredo: “Carlos Lopes aborda vários assuntos-formas, entre urbanos e campestres, elementos vegetais, florais ou paisagisticos, algumas vezes traduzidos da sua memória pantaneira. Esses argumentos, porém, não são enredados pela veia literária. Sua pintura vale mais pela junção compositiva entre o desenho e a cor, onde o elemento geométrico está inserido, mesmo quando não tão óbvio. Há muito, o artista vem direcionando o geometrismo do trabalho junto à experimentação da cerâmica, a produzir desenhos, como protótipos para ladrilhos ou murais. Nesta oportunidade, nos apresenta cinco exemplos, em que o perfil gráfico mais se acentua”.

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"Paisagem Cuiabana", datada de 1993, óleo sobre tela

“Carlos Lopes consegue infiltrar, transpor e até adentrar tudo o que ele determina capturar com a arma da construção de belezas: o pincel. Nessa fatura o artista na mesma oportunidade em que sinaliza um produto cultural, ascende na amostragem do vigor da natureza. Da natureza que tem o sublinhar de seus traços e da sua alma", escreveu Marília Beatriz de Figueiredo Leite (1941-2020), mestra em Comunicação e Semiótica e Semiótica (PUC-SP), para a exposição individual do artista “O Circulo em Condição de Voo”, em 2014.

E ela prossegue: "Nessa luta entre arte e natureza, erguida em obra de arte, que o homem proclama a procedência e a fortaleza das diferenças e os encantos e encontros das coisas possíveis. Ao perceber esse embate, os signos das telas como que circulam no tempo e no espaço impondo ao artista a criação sequencial e repetida daquilo que intriga como vida sacralizada na pintura instigante."

Carlos Lopes

Pintor, ceramista e gravador. Reside em Cuiabá desde a infância. Frequentou o ateliê da Fundação Cultural no começo da sua carreira. Participou do VII, VIII, IX, XI, XII, XVI e XVII Salão Jovem Arte Mato-grossense, recebendo premiações nos quatro últimos. Integrou as coletivas: “Negra Sensibilidade” (1988); “Momentos da Republica na Arte Mato-grossense” (1989); Por ocasião do lançamento do livro “Arte Aqui e Mato” de Aline Figueiredo, participa de coletiva do mesmo nome apresentada no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e no Museu de Arte Brasileira (Brasília, DF), ambas em 1991; “Artistas do Século” (2000), todas no Museu de Arte e de Cultura Popular da UFMT.

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"Casario Cuiabano", trabalho de 1985, óleo sobre tela

Lopes também mostrou seu trabalho em exposições como “Pintando Cuiabá” (Secretaria Municipal de Cultura, 1999); “Tradição e Arte Cuiabana – Imagem da Religiosidade” (Secretaria de Estado de Cultura, 2002) e foi o vencedor do concurso “Prêmio Mato Grosso de Ação Cultural” (Cuiabá, 2000). 

Ao lado de Benedito Nunes e Marcelo Velasco, integra a mostra “Olhar 40º” (Moitará Sebrae Center, Cuiabá 2003); e participa de outras mostras como “I Coletiva de Inverno”, (Pellegrim Galeria, Chapada dos Guimarães, MT, 2003); “Panorama das Artes Plásticas em Mato Grosso no Século XX”, (Studio Centro Histórico, Cuiabá, 2003/2004); “Várias Paisagens”, (Centro de Eventos do Pantanal, Cuiabá, MT, 2004); Exposição de Artistas Mato-grossense, (Rondonópolis, MT, 2006); “Mostra Inaugural Mirante das Artes” (Galeria Mirante das Artes, VG-MT, 2014), “Percurso – Magia Propiciatória” (MACP-UFMT, 2014). Individualmente expõe na Itaú Galeria (Campo Grande, 1983); Apresenta a mostra “As Formas do Cotidiano” (Fundação Cultural de Mato Grosso, 1995) e a mostra “Quatro Estações” (Galeria Pellegrim, em Chapada dos Guimarães, 2003); “Quatro Estações”, (Galeria do Sesc Arsenal, Cuiabá-MT, 2005); “Cerâmica Tropical”, (Pellegrim Galeria, Chapada dos Guimarães – MT, 2006), “Panorama| 1994 a 2006” (Cuiabá – MT, 2006); “Metafísica das Frutas” (Galeria de Arte Colectiva arte+design, Cuiabá – MT, 2008); “O Círculo em Condição de Voo” (A Casa do Parque, Cuiabá – MT, 2014); “Carlos Lopes na Coleção Mirante das Artes” (Galeria Mirante das Artes, VG – MT, 2015); “Panorama 2006|2016” (Galeria de Arte do SESC Arsenal, Cuiabá – MT, 2016). (*com assessoria)

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Carlos Lopes com obra ao fundo, por Luiz Marchetti

 

SERVIÇO

O QUE: Exposição Virtual - Carlos Lopes
ONDE: plataforma virtual de cultura da UFMT
QUANDO: aberta sem data definida para sair de cartaz
LINK: https://culturaufmt.wordpress.com/2020/09/09/exposicao-virtual-carlos-lopes/


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