LANÇAMENTO

‘Minha Pólvora. Um coração vazio’



mormaco

 

Banda aclamada na cena autoral de Cáceres, O Mormaço Severino segue ativa superando as barreiras técnicas que se aprofundam em tempos de pandemia. Além das participações em festivais online – à frente, inclusive, do Ixpia O Festival – os mato-grossenses lançaram nas redes sociais e no Youtube uma nova música que ganhou o primeiro videoclipe com produção.

A novidade pode ser conferida nos links ao final desta matéria.

A inédita canção ‘Minha Pólvora. Um coração vazio’ foi feita em apenas três horas de uma madrugada por Rauni Vilasboas, que é compositor e guitarrista da banda. Os instrumentais foram feitos digitalmente por emulação, em um aplicativo de celular.

“Fiz a música inteira no GarageBand através de instrumentos virtuais, simuladores que oferecem a mesma sonoridade quando eu toco a melodia. Construí ela brincando e depois escrevi a letra”, conta o músico. O vocal inconfundível de Jheine Lima foi captado pelo microfone de um fone de ouvido.

Assim como o clipe, a música foi lançada sem alarde no programa Ixpia na Rádio, da Capital FM, comandado por Raul Fortes no último domingo (28).

O clipe, com performance e atuação da vocalista Jheine, que pensou figurino e maquiagem para compor o cenário, foi filmado no quintal de Rauni, que também aparece no vídeo. A maioria das imagens são dele e algumas de Leonardo Oliveira e do percursionista Wellington Fernandes. A edição é de Rauni, que também montou o clipe inteiro com editores de celular.

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Jheine Lima em frame do videoclipe

Conforme o músico, ‘Minha Pólvora. Um coração vazio’ é uma alegoria de seus vícios em álcool e nicotina, representados de forma fantasiosa e que ganham forma física através de sua aparição no videoclipe. Uma declaração ao seu “amor bandido” e uma confissão da falta dele, sentimentos interpretados por Jheine com suas expressivas caras e bocas.

“Tentei levar para o clipe um pouco da angústia e agonia dessa luta constante, mesmo nunca tendo vivido ela. É uma música muito forte e eu tentei dar o meu melhor, usar das minhas próprias dores para interpretar as dele, porque dor a gente canaliza. Fora que é um clipe muito especial por seu o nosso primeiro clipe”, destaca Jheine.

“A música fala sobre o desafio de me manter sóbrio nesses dias de quarentena, em que tento produzir mais, criar mais. Qualquer coisa que mantenha a mente ativa e me ajude a esquivar das tentações”, conta Rauni, que marcou 100 dias sem beber e fumar na data de criação da música.

Os vícios, o cotidiano da cidade e a marginalidade marcam a poética mundana d’O Mormaço Severino, que eterniza Cáceres e suas personagens em canções como ‘Epopéia de Infortúnio Cacerense’ e Eu quero ver o pôr-do-sol da sete de setembro’. A produção caseira e sem recursos também já é característica da banda.

“Velha conhecida de todo artista independente, que tem que se virar na falta de recursos, se reinventar e se adaptar todos os dias”, conta Rauni, que, no ano passado, também lançou um EP solo feito inteiramente no celular. Na nova produção, o formato lo-fi ainda preserva ao máximo o distanciamento social entre os integrantes.

anne martins

mormaco

Com pegada rock´n´roll e influências do blues, baião e regionalismos, O Mormaço Severino se destaca pela inventividade

O Mormaço Severino

Com pegada rock’n roll e influencias do blues, baião e regionalismos, O Mormaço Severino se destaca pela inventividade. A mistura que resulta no som da banda também é feita com instrumentos de percussão com materiais reutilizados.

Voltada para músicas autorais e experimentações sonoras, a banda foi idealizada por Ronaldo Gonçalves e Rauni Vilasboas no ano de 2009, em Cáceres/MT. O nome carrega conceitos que descrevem a agonia e o marasmo de poesias escritas e cantadas em uma cidade quente e pesada.

“Um grito de dor nas margens de nossa princesinha do Pantanal. Uma (re)leitura de nossa cidade ribeirinha”, descrevem os músicos.

O Mormaço esteve presente em festivais como Fipe, Cerrado Fuzz Festival, Mato Rock, Cáceres Rock Festival, Ixpia O Festival, Sarau da Figueira, Sarau das artes Free.

A banda é composta por 6 integrantes: Jheine Lima no vocal, Rauni Vilasboas na guitarra e voz, Ronaldo Gonçalves no baixo, Diego Vicente no teclado, Luis Guilherme bateria e voz, e Welington Fernandes (Mc Fernandes) na percussão e voz.

Instagram: https://instagram.com/omormacoseverino/  

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OU https://www.youtube.com/watch?v=IorXHI1f5Bg&feature=youtu.be&fbclid=IwAR1qnaAE3gxjnIO_P_sN11jZ7EdMypx6wqtwROwCiqxxXuZZbnciWcGYM40

divulgação

mormaço

A banda é composta por 6 integrantes: Jheine Lima (vocal), Rauni Vilasboas (guitarra e voz), Ronaldo Gonçalves (baixo), Diego Vicente (teclado), Luis Guilherme (bateria e voz) e Welington Fernandes - o Mc Fernandes (percussão e voz)

 


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