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Em 2019 foram produzidos 395 milhões de exemplares e vendidos 434 milhões de cópias. Isso redundou em faturamento de R$ 5,7 bilhões

Na segunda-feira (8), a Câmara Brasileira do Livro (CBL), o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e a Nielsen Books divulgaram os dados da Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, que até o ano passado era conhecida no mercado como “Pesquisa Fipe”. Esta é a primeira vez que a Nielsen Books realiza o estudo.

O que se vê surpreende à primeira vista: as editoras produziram mais, venderam mais e faturaram mais do que no ano anterior. Em números absolutos, foram produzidos 395 milhões de exemplares e vendidos 434 milhões de cópias. Isso redundou em faturamento de R$ 5,7 bilhões.

Dos 395 milhões de exemplares produzidos, 80% deles foram reimpressões e 20% novos títulos. Na comparação com 2018, isso representa crescimento de 13%. Dos 434 milhões de cópias vendidas, 209 milhões foram ao mercado e 224 milhões ao governo.

Já o faturamento cresceu nominalmente 10,7% em relação a 2018. Considerando apenas as vendas a mercado (excluindo as feitas para governos), o crescimento é de 7,7%. Em ambas análises, o aumento foi acima da inflação registrada no período: 4,31%, de acordo com o IPCA.

Outra grata surpresa foi o crescimento real de 14,8% do subsetor de Obras Gerais, dono do melhor resultado do ano. Esse crescimento é levando em conta apenas as vendas a mercado. Se incluir aqui as vendas a governo, o crescimento de Obras Gerais alcança 27,5%, lembrando que 2019 teve a retomada de compras de livros de literatura pelo PNLD Literário, que não ocorreu no ano anterior. Em número de exemplares vendidos, o crescimento do subsetor chega a impressionantes 39,1%.

Outro importante dado do Subsetor de Obras Gerais é a recomposição do seu preço médio, que sofreu crescimento de 18,33%. A série histórica da pesquisa aponta, nos últimos 13 anos, uma corrosão severa, de 41,7%, do preço médio deste subsetor.

Outro setor que apresentou crescimento foi o Religioso: 6,1% quando observadas as vendas a mercado. O subsetor Didáticos apresentou discreta queda, de 0,4%, quando levada em conta apenas as vendas a mercado. Se incluírem as vendas governamentais, o crescimento real é de 0,1%. O subsetor de livros científicos, técnicos e profissionais (CTP) é o único que apresenta números no vermelho, em qualquer que seja a análise: encolheu -8,2%, quando levada em conta apenas as vendas a mercado ou 3,9% quando incluídas na soma as vendas governamentais.

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Em 2018, as livrarias respondiam por 50,5% do faturamento. Este índice caiu para 41,6% em 2019. Já o canal livrarias exclusivamente virtuais saltou de 3,4% para 12,7%

"Diversificação de canais" ou "Amazon mostra seu poderio"

Muito dessa performance tem a ver com o ocorrido em 2018. No fim daquele ano, Saraiva e Cultura – as duas redes que juntas perfaziam 40% do faturamento do varejo brasileiro, segundo analistas – pediram recuperação judicial, deixando muitas editoras em uma situação complicada. O caminho buscado por elas foi o de diversificar suas receitas. Isso pode ser observado na pesquisa. Ao mesmo tempo que houve uma queda da importância das livrarias – que continua sendo o principal canal de venda de livros no Brasil –, houve incrementos importantes nos canais Livrarias exclusivamente virtuais, Internet/Marketplace e vendas diretas a escolas e colégios.

Em 2018, as livrarias respondiam por 50,5% do faturamento. Este índice caiu para 41,6% em 2019. Já o canal livrarias exclusivamente virtuais saltou de 3,4% para 12,7%, sagrando-se como o terceiro principal meio de vendas de livros no Brasil, ultrapassando o porta a porta que ficou em quarto, com 4,3%. É importante observar que é nessa linha que a pesquisa aloca as vendas feitas para a Amazon.

Como era esperado, as editoras ampliaram as suas vendas diretas. Aquelas feitas em escolas e colégios saltaram de 1,8%, em 2018, para 5,9%, no ano passado. Já as realizadas pelas próprias editoras em seus próprios canais de vendas ou via marketplaces cresceram de 0,7% para 5,2%.

Por falar nos canais de distribuição, a pesquisa trouxe uma novidade nesse ano. É que, pela primeira vez, o estudo esmiúça as vendas de cada um dos subsetores pelos canais.

Neste ano, CBL, SNEL e Nielsen farão um segundo estudo para mensurar a produção e venda de conteúdos digitais, e-books e audiolivros, com suas diferentes formas de comercialização, tendo como ano-base 2019. Esta segunda pesquisa está em fase de coleta de dados e editoras têm até o dia 30 de junho para enviar os questionários respondidos. (*reproduzido de https://www.publishnews.com.br/)

 

Para conhecer a pesquisa completa vá ao link

https://www.publishnews.com.br/estaticos/uploads/2020/06/YUMs841SYwAPBTENGzmT8pfRI9zmt8bk5aKiXJxHqgegXj1TaX9HfFF4i0fBFHbPuWkYqP4IDjIdbvDi.pdf


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