NOVA EDIÇÃO

Um romance autobiográfico e libertino



mark gerson

spender

O autor travou amizades com inúmeras personalidades literárias de seu tempo. Na foto acima, T.S. Eliot, Ted Hughes, W.H.Auden e Stephen Spender, em 1960

Concebido no calor da hora, "O templo" merece lugar entre os grandes livros do período entre as duas guerras mundiais do século XX. Escrito pelo inglês Stephen Spender, o romance autobiográfico ganhou nova edição brasileira, pela Editora 34.

templo

Romance tem tradução de Raul de Sá Barbosa

"O templo", que começou a tomar forma em 1929 mas só foi publicado em 1988, trata da  inquietação - erótica, literária, política - do jovem Stephen Spender e a singularidade de um momento histórico - a República de Weimar - em que uma inédita liberdade de costumes florescia à sombra do nazismo já rompante.

Também cabe à obra o rótulo de uma crônica ficcional de um verão passado na Alemanha, em companhia dos amigos e escritores W. H. Auden e Christopher Isherwood, bem como do fotógrafo Herbert List, "O templo" tem tradução de Raul de Sá Barbosa.

Começa como um romance de descoberta, de coming-out homossexual - ao mesmo tempo que retoma, em nova chave, a linhagem do romance de formação. Deixando a Inglaterra para trás, seu protagonista vive uma série de experiências que lhe abrem as portas, até então estritamente cerradas, do corpo e do prazer, longe da culpa e da censura. 

Ao fio das páginas, porém, a luz vai declinando, o ambiente ganha tons cada vez mais ameaçadores, e "O templo" converte-se num notável e precoce estudo da ascensão do nazismo, capturada aqui em sua mistura abjeta de delito e política, ressentimento íntimo e perseguição pública.

Sobre o autor

Sir Stephen Spender nasceu em Londres, em 1909. Após passar por várias instituições de ensino, ingressou na Universidade de Oxford, onde travou amizade com dois jovens escritores que mudariam o curso de sua vida: W. H. Auden e Christopher Isherwood. Ao longo da década de 1930, engajou-se em diversas frentes contra a ascensão do fascismo na Europa, cobrindo, por exemplo, a guerra civil na Espanha para o jornal Daily Worker. Ao mesmo tempo, cultivava uma vasta gama de amizades literárias, de T. S. Eliot a André Malraux e Ernest Hemingway, passando por artistas como Picasso e Henry Moore.

Ainda durante a década de 1930, teve diversas ligações amorosas com homens e mulheres, em especial com Tony Hindman, Muriel Gardiner, Inez Pearn e Natasha Litvin (com quem se casou em 1941 e teve dois filhos). Durante a Segunda Guerra Mundial, permaneceu em Londres, trabalhando nas brigadas anti-incêndio. Após 1945, afirmou-se como um dos grandes poetas ingleses do século XX, trabalhando também como editor e publicando ensaios, contos, romances, traduções e reportagens. 

Tomando distância de suas primeiras simpatias comunistas, seguiu participando da vida pública em iniciativas contra a censura e a discriminação da homossexualidade. De 1970 a 1977, ensinou no University College London e, em 1983 recebeu da Coroa o título de cavaleiro. Em 1988, publicou a primeira edição de "O templo", depois de rever a fundo o manuscrito original iniciado em 1929. Faleceu em Londres, em 1995. (*com assessoria)

spender capa

Spender: uma crônica ficcional de verão passado na Alemanha

 

 


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