LANÇAMENTO

"eu queria lhe dar o sol..."



ruy

 

"Monstruário de Fomes" (Patuá-2019) é o sexto livro do paulistano Ruy Proença, poeta brasileiro contemporâneo, que está presente em várias antologias  do verso brasileiro atual, publicadas em países como França, Argentina, Portugal e Estados Unidos.

Neste lançamento, Proença revisita o poema em prosa — uma forma híbrida que ele não praticava desde sua estreia, em 1985, com "Pequenos Séculos" (Klaxon) — e segue flertando com o extraordinário, andando na corda bamba entre o registro seco e o devaneio. 

O livro, dividido em duas partes, “Estetoscópio” e “Papelcarbono”, trabalha tanto com os impulsos subjetivos que movem o homem quanto com a incorporação de vozes alheias. Assim, como conjunto, "Monstruário de Fomes" parece investigar duas facetas da espécie humana — as particularidades de cada um e o esforço de se tentar enxergar com os olhos dos outros.

"Monstruário..." compõe uma relação de livros indicados pelo jornal "Cândido", uma publicação da Biblioteca Pública do Paraná, endereço eletrônico que é uma preciosa fonte para o redator do tyrannus. 

Ruy é engenheiro de formação, mas tem se mostrado um competente e assíduo autor literário. Também já atuou como tradutor, vertendo para português os franceses Boris Vian e Paol Keineg.   

De 1991 a 2002, integrou o grupo paulista de poesia Cálamo, do qual fizeram parte, entre outros, Fabio Weintraub, Priscila Figueiredo, Chantal Castelli, Luiz Gonzaga e Ana Paula Pacheco.

Proença disse que, assim como o modelo contemporâneo de sociedade consumista, insustentável, procura uma solução para os resíduos gerados, sua poética busca a reconstrução de uma “narrativa” a partir de “detritos”. Também destaca que, em sua obra, está presente a consciência de que "o tempo literário é um território de interrogação do tempo presente".

A poesia de Ruy Proença está presente no tyrannus. Em 2016 publicamos seu poema "A galinha", que pode ser conferido em... http://www.tyrannusmelancholicus.com.br/poesia/8107/ruy-proenca

Abaixo, um poema em prosa que consta em "Mosntruário de Fomes", reproduzido do Jornal Cândido:

Floricultura

eu queria lhe dar o sol. como delicado decalque que se solta na água, colá-lo em sua alma. mas não tenho esse poder. você que é sol sabe que não tenho o poder de colher um sol e colá-lo sobre outro. não tenho sequer o poder de pegar sua alma na mão. se não posso isso, posso, meu amor, lhe dar um girassol no vaso. único, lindo, lúcido, ridente. ao redor dele, botões. quando um girassol fenecer, outro se abrirá. um para cada dia da semana. (*com informações de vários sites)

ruy proença

Ruy Proença está presente em várias antologias da poesia brasileira contemporânea, traduzidas em diferentes línguas


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