ESTUDO TEMÁTICO

Sobre acervo de museu (MACP) da UFMT



REGINA

"Jazz", de Regina Pena, acrílico sobre tela de 1984

De vocação eminentemente figurativa, na arte mato-grossense, como atesta este acervo do MACP, a pintura é a mais importante expressão. E sendo figurativa, a espacialidade e os assuntos da realidade visível, são temáticas evidentes. O realismo enquanto escola ou movimento de arte aconteceu em meados do século XIX, porém, enquanto tendência, acontece na plástica desde a Pré-história. 

Mas existem realismos e mais realismos, o nosso, que aqui se fez, do real como verdadeiro, popular e da cabeça desse artista caboclo, é o Realismo Ingênuo.

VICTOR

"Eco", acrílico sobre tela (1992), arte de Victor Arruda

Mas por que chamamos Realismo Ingênuo? Porque nele o cotidiano é real, social, quase ao pé da letra e está longe de ser acadêmico. E também, muito se distancia da impostação convencional. Ao contrário, traduz forte carga expressionista sem nenhum medo de usar a cor. Essa expressão plástica abrange quase todos os aspectos abordados nessas exposições do acervo, tais como, paisagens urbanas e rurais, atividades e folguedos populares, cenas de intimidade, o realismo fantástico, critica político-social, entre outros.

NILSON

"Cantores e pinga", obra de Nilson Pimenta, de 1985

No conjunto desse acervo se escreve a história do MACP, junto às diretrizes multidisciplinares da sua plataforma de ação. Vale lembrar que o Estudo do Centro-Oeste; a Valorização da Cultura Popular; o Estudo do Indigenismo; a Atualização da Arte brasileira e o Incentivo ao Artista mato-grossense, foram pontos básicos para a descentralização da arte brasileira via Mato Grosso. E ainda, junto à política dos Ateliês Livres, mais abertos do que muitos e democráticos como poucos, surgiram, então, os artistas do povo, a considerar o teor ambivalente da nossa cultura popular.

OSVALDINA

Óleo sobre tela de 2001, obra de Osvaldina dos Santos

A pintura conduziu os artistas para a reflexão do meio em que vivem. E, nesse processo, os integrou ao confirmar-lhes a cidadania. A pintura, o desenho, a escultura os resguardou da ausência intelectual e lhes garantiu cidadania.

CLINIO

As famosas "Codornas" em cerâmica, de Clínio Moura

Ao longo de 50 anos, ou mais, as artes plásticas desempenharam um fator de inclusão social e cultural na vida de tantos artistas periféricos, populares, pretos e pobres. As artes plásticas, não por acaso, foram as que primeiro plasmaram a possibilidade de ser. É a magia propiciatória e seu poder mágico da imagem.

ALMIRA

Obra em acrílica sobre tela, de Almira Reuter (2014)

Só mesmo a pintura foi capaz de tal expressão. Tão arcaica e tão inovadora.

ALCIDES

Obra de Alcides Pereira dos Santos, datada de 1979

 

*Aline Figueiredo é crítica de arte, cofundadora do MACP/UFMT e presidente do Conselho Curador do Museu. Texto reproduzido do site do Museu de Arte e de Cultura Popular da UFMT

 

SERVIÇO

O QUE: “Exposição Virtual Permanente do Acervo do MACP/UFMT”
ONDE: http://culturaufmt.com.br/
MATÉRIA ANTERIOR  SOBRE MACP: http://www.tyrannusmelancholicus.com.br/noticias/12988/exposia-a-o-virtual-permanente

 

 


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