LITERATURA/LANÇAMENTO

"Essa gente", uma tragicomédia urgente



chico miolo

 

Já está disponível para pré-venda o sexto romance de Chico Buarque, "Essa gente", obra onde se desenvolve uma engenhosa trama em cujas entrelinhas se revelam as contradições do Brasil de agora. 

O personagem central é um escritor decadente que enfrenta uma crise financeira e afetiva, enquanto o Rio de Janeiro colapsa à sua volta. 

O livro chega pela Companhia das Letras e estará nas livrarias em 14 de novembro. Quem não aguentar a espera pode antecipar a compra do livro através do link https://www.amazon.com.br/dp/853593295X/

O romance é anunciado como uma tragicomédia urgente, além de merecer a classificação, segundo o material de divulgação da editora, como a primeira obra literária de vulto a encarar o Brasil do agora. Eu, particularmente, não duvido.

O livro chega em momento estratégico, justamente, quando o presidente Bolsonaro acaba de declarar que não assinará o diploma do Prêmio Camões que, em maio deste ano, anunciou Chico Buarque como vencedor da edição 2019 do galardão, considerando o conjunto da produção literária do artista.  

Essa pendenga, certamente, vai aquecer as vendas de "Essa gente". E tem tudo a ver, já que, terminada a leitura, o livro nos intima a virá-lo do avesso, transformando fundo em forma e desviando os olhos da história para a História.

Há pontos de contato entre Chico Buarque e o protagonista de "Essa gente". Além de ser escritor, Manuel Duarte tem esse sobrenome de perfil vocálico idêntico e gosta de bater perna atrás de inspiração nos arredores do Leblon, onde voltou a morar após o fim de seu último casamento. 

Embora seja quase inevitável buscar alusões autobiográficas no novo romance de Chico — o primeiro após a consagração do prêmio Camões —, o leitor não demorará a descobrir que tal linha de pensamento conduz a um beco sem saída. Na melhor das hipóteses, lhe dá a posse de uma chave que pode abrir uma ou outra porta, mas não todas. Essa não será a única pista falsa antes do ponto-final.

No livro, o autor rompe fronteiras entre vida, imaginação, sonho e delírio, borrando esses limites. A montagem do quebra-cabeça se complica mais um pouco por conta de outros narradores que se  apresentam, como as ex-mulheres de Duarte e uma vizinha enxerida que lhe é uma completa estranha, sem falar de uma voz que narra em terceira pessoa.  

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Primeiro livro de Chico Buarque após ser consagrado com o Prêmio Camões

O autor

Francisco Buarque de Hollanda nasceu no Rio de Janeiro, em 1944. Compositor, cantor e ficcionista, publicou, além das peças "Roda viva" (1968), "Calabar", escrita em parceria com Ruy Guerra (1973), "Gota d’água", com Paulo Pontes (1975), e "Ópera do malandro" (1979), a novela "Fazenda modelo" (1974) e os romances "Estorvo" (1991), "Benjamim" (1995), "Budapeste" (2003), "Leite derramado" (2009) e "O irmão alemão" (2014). (*com assessoria)

 


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