LIVRO/LANÇAMENTO

Na Janina do Pantanal, 5ª, 18h



lavapes

 

Na quinta-feira (10) será lançado "Lavapés: revisitando a história de Cuiabá e de alguns dos seus personagens", livro de memórias de José Pedro Rodrigues Gonçalves e Moacyr Freitas,  dois nomes vivazes da história cuiabana recente. Aquele papo: eles têm o que dizer através de palavras e imagens, e sabem como fazê-lo. Ô, se sabem...!!!

A obra, publicação da Entrelinhas Editora, chega ao público na Livraria Janina do Pantanal Shopping, às 18h, com a presença dos seus autores. Na quinta, reforço. 

ze pedro

O mato-grossense José Pedro Rodrigues Gonçalves é médico, escritor e poeta mato-grossense

Recuperar a história de Cuiabá, na metade do século XX, pela imagem de uma fonte de água, sepultada por concreto e asfalto na atual praça Clóvis Cardoso é o ensejamento do livro. E cabe lembrar que a fonte mencionada, que deu nome ao bairro, era onde os viajantes lavavam seus pés, calçavam as botinas e entravam na cidade, em respeito a seus habitantes.

“Com o passar do tempo, o bairro Lavapés perdeu sua importância e foi esquecido, mas ao resgatar sua história fica evidenciada a sua importância social, cultural, artística, esportiva e política para Cuiabá”, assegura José Pedro Rodrigues Gonçalves, um dos autores.

"Lavapés..." é uma obra para ser lida e rememorada por antigos moradores, bem como, conhecida por jovens e estudantes que desejam refletir sobre a história, alguns de seus personagens e os costumes da capital que completa 300 anos de fundação. José Pedro, médico e escritor, ressalta que este livro é uma reivindicaçäo para que os gestores da cidade devolvam a fonte Lavapés aos cuiabanos.

Uma expectativa enorme é o que me assola ao saber da chegada do livro. Conheço a impecável produção do cuiabano Moacyr Freitas, artista que considero um verdadeiro ícone da cultura cuiabana. Acompanho sua brava contribuição para com os registros históricos da Cuiabá do século XX, e também deste novo século. 

José Pedro Rodrigues Gonçalves, mato-grossense de Bauxi (Rosário Oeste), somente após contatos com a Maria Tereza (Entrelinhas), caiu a ficha. Conheço-o há vários anos, mas pelo nome simplificado: Zé Pedro. Tive poucas, mas enriquecedoras conversas com ele, antes da sua mudança para Santa Catarina.

moacyr

Moacyr Freitas, cuiabano, é arquiteto e artista plástico, notável contribuinte da história e cultura cuiabanas

Acho brilhante que Moacyr e Zé Pedro estejam juntos nesta empreitada literária, que me soa também como um puxão de orelhas nos gestores públicos de Cuiabá, já que, no contexto da obra, ribomba uma reivindicação justa, jovial e eterna, enquanto não seja atendida.

Os autores

Moacyr Freitas é uma referência na arquitetura de Mato Grosso. Cuiabano, arquiteto com obras importantes na capital, como o Terminal Rodoviário e pesquisador da história de Cuiabá. Autor de obras fundamentais para a história da capital mato-grossense, como: "Fundação de Cuiabá – História ilustrada"; Primeiros tempos da Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá"; "E o tempo passou!", entre outras tantas contribuições em artigos e desenhos com seu estilo absolutamente pessoal, o que o gabaritou para ser membro do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso.

Em "Lavapés...", Moacyr reconstrói os passos da história que produziu as transformações de Cuiabá, de uma pequena vila à capital do Estado como a conhecemos hoje. Com seus traços suaves desenha a vida cotidiana dos habitantes desta cidade e de como ela evoluiu.

José Pedro é médico, escritor e poeta mato-grossense. Observa com rigor o cotidiano para descrevê-lo em suas obras. Em "Tragicomédicas", resgatou as histórias de seu tempo de estudante e já como médico, em situações inusitadas e quase inacreditáveis. Em "Bauxi" reconstruiu poeticamente a cultura rural do interior de Mato Grosso em meados do século XX. No seu terceiro livro, "Da cura para o cuidado" assume o lado da ciência ao lançar um novo olhar sobre a saúde, focando as vulnerabilidades humanas, locus originário do adoecer.

Nesta obra, "Lavapés...", resgata um bairro de Cuiabá que o autor considera esquecido e que foi um dos berços da cultura, das artes e do esporte da cidade no século XX, mostrando a origem real do seu nome, a fonte que, embora aterrada pelo asfalto, ainda permanece em silêncio, aguardando o seu ressurgimento e valorização naquela mesma esquina. (*com assessoria)

 


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