KURT KLAGSBRUNN

"Faces da cultura, retratos de um tempo"



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Candido Portinari fotografado pelo artista austríaco

Pouco conhecido, apesar de seu valioso acervo, o austríaco Kurt Klagsbrunn (1918-2005), é um respeitável nome da fotografia no Brasil. Até dezembro, permanece em cartaz, no Centro Cultural da Fiesp, em São Paulo, uma exposição inédita desse fotógrafo, que reúne mais de 80 imagens.

"Kurt Klagsbrunn: Faces da Cultura, Retratos de Um Tempo" tem curadoria de Helouise Costa e Joaquim Marçal Andrade. A mostra foi idealizada e concebida pela Brazimage. Apresenta um panorama artístico e cultural do Rio de Janeiro, nas décadas de 1940 e 1950. 

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O escritor Graciliano Ramos foi clicado por Klagsbrunn

Nascido em Viena, numa família judia de classe média que embarcou para o Brasil quando a Áustria foi invadida pelo exército nazista, Kurt Klagsbrunn chega ao Rio de Janeiro como refugiado, em 1939. 

Klagsbrunn, na verdade, não era para ser fotógrafo. Poucos meses depois de iniciar seus estudos na faculdade de medicina, a Áustria é anexada pela Alemanha nazista. A família Klagsbrunn está entre aquelas que conseguiram  escapar e veio para o Rio de Janeiro. No Brasil, porém, ele não pode mais retomar os estudos.  Vai então dedicar-se à fotografia, sua paixão de adolescente.

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Lygia Clark, outra artista focada por Kurt Klagsbrunn

Nesse período, a cidade era a capital da República e o Brasil passava por profundas transformações políticas e econômicas que acarretaram mudanças significativas no ambiente da arte e da cultura. 

As fotografias de Kurt presentes na mostra cobrem o amplo e diversificado circuito artístico e cultural da época - ateliês, exposições, solenidades diversas - evidenciando a existência de redes de artistas e intelectuais ativas e organizadas. As imagens mostram, ainda, a ampliação e profissionalização do setor cultural, por meio da criação de importantes espaços de exibição, da implantação de museus e da abertura de galerias de arte.

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Oscar Niemeyer também foi captado pelo fotógrafo

As imagens expostas ilustram uma espécie de zona de sombra na história da fotografia brasileira. Ela se estende desde a segunda década do século XX até os anos que se seguiram ao fim da Segunda Guerra Mundial. Uma lacuna que só recentemente começa a ser preenchida com algumas pesquisas acadêmicas, uns poucos livros e a recuperação e organização de escassos acervos.

Klagsbrunn deixou uma obra monumental em todos os campos da atividade fotográfica (seu acervo tem mais 120 mil documentos, entre imagens – negativos e positivos –, manuscritos e impressos). (*com assessoria e vários sites)

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A artista Luz del Fuego flagrada pelas lentes do cara

 


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