EXPOSIÇÃO

"Antonio Candido em Poços de Caldas"



IEB-USP

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Antonio Candido foi professor de literatura da Universidade de São Paulo, crítico literário e sociólogo

A exposição "Antonio Candido em Poços de Caldas" apresenta parte do acervo pessoal do professor, sociólogo e crítico literário Antônio Cândido de Mello Souza (1918-2017), recentemente doado pela família ao Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB-USP). Fica em cartaz no Instituto Moreira Salles de São Paulo até março de 2020. 

As fotografias revelam um pouco de sua relação com a cidade – onde viveu de 1930 a 1936, por conta das atividades profissionais do pai, e onde manteve a casa da família, até 1989, e uma profunda ligação afetiva por toda a vida – em três momentos: a infância, a juventude e a vida madura. Completam a exposição documentos de antepassados e de amigos – ofícios do serviço de águas termais, cartas e postais – além de algumas primeiras edições de seus livros, como Parceiros do Rio Bonito e Formação da Literatura Brasileira.

Pequena mostra do que é possível encontrar no acervo doado ao IEB-USP – ainda em fase de tratamento e que será aberto à consulta pública em breve –, essa exposição resulta da colaboração entre instituições públicas e privadas com foco na extroversão de arquivos públicos e na valorização de uma cultura comprometida com a preservação da memória de nosso país.

Quem foi

Professor de literatura da Universidade de São Paulo, crítico literário e sociólogo, Antonio Candido definia-se como um mineiro nascido no Rio de Janeiro. Sua ligação com a cidade de Poços de Caldas é anterior a seu nascimento. Remonta ao final do século XIX, quando seu avô José de Carvalho Tolentino, médico carioca, instalou-se na cidade para dirigir a empresa que a transformou em estância termal. Em consequência disso, a mãe de Antonio Candido, Clarisse de Carvalho Tolentino, nasceu em Poços de Caldas.

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Antonio Candido e Gilda de Mello e Souza, sua esposa, com a neta Dora Vergueiro no pátio interno da casa em Poços de Caldas, na década de 1970

Curiosamente, cerca de trinta anos depois, quando o serviço de águas termais da cidade foi estatizado, o médico Aristides de Mello e Souza, pai de Antonio Candido, foi convidado a dirigi-lo, realizando na esfera pública aquilo que o sogro havia feito na iniciativa privada.

Antonio Candido chegou com sua família em Poços de Caldas em janeiro de 1930, instalando-se na antiga Rua Sergipe, atual Capitão Afonso Junqueira, esquina com a Rio Grande do Norte. A casa, que frequentou assiduamente, foi vendida em 1989, depois de ter abrigado a família por quase sessenta anos. Para ele, foi um segundo lar.

Alguns lugares da cidade foram fundamentais em sua formação, como o Ginásio Municipal de Poços de Caldas e a Livraria Vida Social, que mantinha um estoque sempre atualizado do que havia de melhor na literatura brasileira, além de livros em francês e inglês.

Antonio Candido costumava destacar, entre as pessoas da cidade que tiveram papel marcante em sua formação, a professora Maria Ovídia Junqueira, que o iniciou na língua inglesa, e Teresina Carini Rocchi, que o informou muito acerca da música e da cultura italianas, e despertou-o definitivamente para questões como a justiça social, a causa operária e a luta anti-fascista.

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Antonio Candido no quintal da casa da Rua Sergipe, saindo para o Ginásio Municipal de Poços de Caldas, observado pelos irmãos Roberto e Miguel, ao fundo

As fotografias apresentadas nesta exposição fazem parte do acervo pessoal do professor Antonio Candido, doado pela família ao Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo, e procuram revelar um pouco de sua relação com a cidade de Poços de Caldas em três momentos: a infância, a juventude e a vida madura. Completam a mostra documentos, como ofícios do serviço de águas termais e cartas familiares, assim como alguns exemplares de primeiras edições de livros escritos por ele.

Pequena mostra do que é possível encontrar no acervo doado ao Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB-USP) – ainda em fase de tratamento e que será aberto à consulta pública em breve –, essa exposição resulta da colaboração entre instituições públicas e privadas com foco na extroversão de arquivos públicos e na valorizacão de uma cultura comprometida com a preservação da memória de nosso país. (*com assessoria do IMS-SP)

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Cópia do primeiro número do periódico "Ariel", feito por alunos do Ginásio Municipal de Poços de Caldas, em 1934

 


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